Category: Saúde e bem-estar


Sete maneiras de acabar com a alergia de forma natural — EcoDesenvolvimento – Sustentabilidade, Meio Ambiente, Economia, Sociedade e Mudanças Climáticas..

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Meditação altera estrutura do cérebro em oito semanas  Postado por Marilda Jorge | 

Texto  por Fernando Leite
Dois meses de prática de meditação são suficientes para gerar mudanças mensuráveis nas regiões do cérebro associadas à memória, ao sentido de si
mesmo, à empatia e ao estresse.
Em um estudo que será publicado na revista Psychiatry Research, uma equipe liderada por cientistas do Hospital Geral de Massachusetts (MGH) relata os resultados deste que é o primeiro estudo a documentar alterações na massa cinzenta do cérebro produzidas pela meditação.
Os praticantes de meditação sempre afirmaram que, além da sensação de relaxamento e tranquilidade física, eles experimentam benefícios cognitivos e psicológicos de longa duração.
Os cientistas agora confirmaram essas alegações e demonstraram que elas
estão associadas a alterações físicas reais no cérebro.
Estudos anteriores de vários grupos encontraram diferenças estruturais entre os cérebros de praticantes de meditação experientes e de indivíduos sem história de meditação, sendo observado um espessamento do córtex cerebral em áreas associadas com a atenção e a integração emocional.
Este estudo reforça essas conclusões ao eliminar outros efeitos e documentar que tais diferenças foram efetivamente produzidas pela meditação.
O estudo usou imagens de ressonância magnética do cérebro dos participantes.
Os participantes relataram também redução do nível de estresse, que foram correlacionados com a diminuição da densidade da massa cinzenta na amígdala, que é conhecida por desempenhar um papel importante na ansiedade e no estresse, mas também na sociabilidade.
Por muito tempo os cientistas acreditaram ter “evidências” de que o cérebro era uma estrutura fixa, com um número de neurônios que só fazer decrescer ao longo da vida.
Hoje já é reconhecido não apenas que o cérebro é dotado de uma incrível plasticidade, mas também que mudanças no cérebro podem ser induzidas voluntariamente.
“É fascinante ver a plasticidade do cérebro e que, praticando a meditação, podemos desempenhar um papel ativo para mudar nosso cérebro e aumentar o nosso bem-estar e nossa qualidade de vida,” diz Britta Hölzel, da Universidade de Giessen, na Alemanha, coautora do estudo.
Fonte: Diário da Saúde

Sobre massagem

19 NOVEMBRO 2007

Sobre massagem

http://orgonio.blogspot.com/2007/11/sobre-massagem_19.html

Massagem é bom, todo mundo gosta e precisa! Escrevi um pequeno artigo sobre o assunto, e gostaria de compartilhá-lo com meus amigos psicoterapeutas, massagistas e fisioterapeutas, e também com aqueles que não trabalham com isso, mas se interessam de alguma forma. Incentivo a todos que façam e recebam massagem sempre, afinal é simples, intuitivo e o toque é a linguagem que todos nascem sabendo!

Massagem Viva

Independentemente de se conhecer ou não alguma técnica de massagem, existem algumas atitudes que considero fundamentais para intensificar ou facilitar os efeitos das sequencias e manobras terapêuticas. Pequenas dicas, aprendidas com professores, e outras coletadas em alguns anos de experiência com a prática da massagem que gostaria de compartilhar com meus colegas terapeutas e massagistas profissionais ou amadores.

A boa massagem não deve ser uma receita pronta, uma sequencia fechada, pré-determinada, desempenhada igualmente em todos os pacientes / corpos. Não deve ser automatizada, pois cada corpo tem suas necessidades, suas marcas e vive um momento diferente dentro de sua própria história. Por isso a massagem é arte que envolve criatividade, consciência, intuição e sensibilidade de quem está praticando, e da mesma forma, ajuda o paciente a desenvolver as mesmas qualidades em si mesmo.

É claramente importante que o terapeuta dedique-se a aprender determinada técnica, dentre muitas possibilidades, a qual ele mais se identifica, pois funcionam como base, ponto de partida quando ainda não se tem muito claro o que fazer com o paciente. Da mesma forma, o conhecimento básico da anatomia e fisiologia humana é de grande valia, pois nos dá a segurança de saber onde estamos tocando, facilitando a visualização das estruturas anatômicas enquanto as massageamos e a diferenciação entre tendões, nervos, ossos, músculos, derme e epiderme.

Para realizar a massagem viva, a condição básica é que o próprio terapeuta esteja vivo, no sentido mais sutil do termo, obviamente. Um bom terapeuta deve investir no seu auto aperefeiçoamento, e não digo técnico apenas, mas principalmente emocional e psíquico. Trabalhar-se para adquirir conhecimento de si mesmo, das suas potencilalidades e limitações do próprio corpo, da sua forma, e como a usa na vida. Psicoterapia, exercícios físicos e claro, receber massagens frequentemente. Receber o mesmo tratamento que propõe aos outros é fundamental! Nenhuma informação intelectual se compara a sentir e vivenciar no próprio corpo para poder aprender, ensinar e entender o que o outro sente. Além de ser muito importante como prevenção, e manutenção da saúde do terapeuta, já que é um trabalho que exige física e emocionalmente de quem o faz, e pode ser extremamente desgastante se o terapeuta não souber se reenergizar.

Trabalhando!

Gosto de me fazer algumas perguntas enquanto trabalho. Elas me orientam e dão a direção e medida do trabalho a ser feito. Quando o paciente se deita, observo o conjunto, todo o corpo, sem intenções pré-determinadas.

E me pergunto: O que eu vejo? O que mais me chama a atenção hoje?

Uma abordagem visual no início, pode me mostrar por onde começar. Um abdomen muito contraído, paralizado, com pouca pulsação. Um braço “desconectado” do tronco, pouco tonificado em relação ao resto, de coloração diferente. Um joelho que não encosta na maca, que não estica totalmente, não relaxa, não se entrega a gravidade. Ou seja, o que está destoando ou não está em harmonia com o resto do conjunto? É por lá que eu posso começar.

Outra valiosa pergunta é: Diante disto que vejo, o que me dá vontade de fazer?

Isto é MUITO importante, ouvir e acreditar no que dá vontade de fazer, sem julgamentos, sem críticas, apenas ouça a sua resposta e respeite a sua intuição. No mesmo corpo posso ter uma área de contração muscular e fechamento do espaço articular, causando estagnação da circulação energética, e outras áreas de “hipotonia”, moles, frias, com pouca forma e também desenergizadas. Por isso, nem sempre posso realizar as mesmas manobras, com as mesmas intenções em todo corpo.
Há infinitas possibilidades: amassar, deslizar, torcer, pressionar, vibrar, sacudir, segurar, apertar, acolher, descolar (a pele), alongar, encurtar, tracionar/puxar, movimentar passivamente, percurtir, comprimir, friccionar. Tudo isso aplicado com diferentes intensidades: profunda, superficial ou mesmo fora do corpo físico (aura). Em diferentes direções e sentidos: em movimentos de espiral, círculos, “oitos”, “abrindo” ou afastando do centro, ou “fechando” ou aproximando do centro. Sempre levando em conta o que faz sentido para você naquele determinado momento. Por último gostaria de frisar a importância de uma não-manobra: a espera. É fundamental esperar a resposta do corpo a um determinado estímulo, mantendo-o suave e continuamente, até que a curva* se complete.
Exemplificando, posso pressionar e chacoalhar uma área hipertônica, com a intenção de soltar, dissolver a tensão, abrir espaço. E posso também segurar, dar contorno, fazer “sanduíche” ( simplesmente fazer contato com as mãos) em uma área de pouco tônus muscular para acordar, dar forma e trazer pulsação àquela região. A intenção que se põe no trabalho facilita a manobra, visualize a região trabalhada recebendo e transformando-se de acordo com o que você propõe. E espere a resposta do corpo. Às vezes, durante o trabalho, sou surpreendida por imagens. Certa vez, trabalhando na coluna de um paciente, “vi” flores saíndo daquele lugar, e sua respiração se amplificou em seguida. Outras vezes, vi água escorrendo, como se tivessem aberto uma represa. Inclusive cheiros aparecem durante a massagem, trabalhando com um paciente muito rígido, certa vez senti cheiro de coisas velhas, guardadas, mofadas invadindo a sala.

As respostas do corpo.
O que aconteceu?
É muito gratificante quando um paciente aceita submeter-se a um tratamento contínuo de massagem, ao invés de aparecer só nas “emergências”. No primeiro caso o terapeuta tem o privilégio de acompanhar as grandes transformações físicas e emocionais decorrentes do trabalho. Mudanças na postura corporal, no tônus muscular, mobilidade articular, circulação sangüínea e linfática, melhor funcionamento dos orgãos internos, bem como reorganização rítmica, conscientização dos mecanismos de tensão e de defesa, aumento da vitalidade e sensação de paz, e maior estabilidade emocional são respostas comuns a longo prazo. Mas também, é importante apreciar as respostas imediatas, de curto prazo que o corpo revela; estes sinais também nos orientam a respeito do que está dando certo, ou não. As respostas podem ser de descarga, ou de harmonização. Envolvem aquecimento da região, restabelecimento e equilíbrio da pulsação, bocejos, suspiros, mudança na coloração da pele e tônus muscular, estalos e até mesmo tremores e espasmos musculares. O aumento da atividade peristáltica do intestino é uma manifestação muito bem vinda e desejada, pois denota a dissolução das tensões sendo “digeridas” no aparelho digestivo. Qualquer sinal de dor, ou desconforto deve ser incluído e respeitado, pois o estímulo excessivo não pode ser aproveitado pelo corpo, pode sim, ao contrário bloqueá-lo ainda mais.

O que eu sinto?
Ficar atento às reações do seu próprio corpo enquanto terapeuta, é uma das mais preciosas ferramentas durante qualquer terapia. A sua sensação diz muito a respeito do que está acontecendo durante o processo, nunca deve ser negligenciada, e sim incluída durante todo o atendimento: do momento em que o paciente chega até o momento da sua saída. Às vezes, o paciente não apresenta nenhuma reação concreta, mas eu começo a bocejar, lacrimejar, pigarrear, ou sinto na minha barriga o peristaltismo se abrindo, acompanhado de sensações prazerosas de relaxamento e amplitude da respiração, sinais claros de que o trabalho está indo bem.
Nesta época em que vivemos, de franca expansão e assimilação dos conceitos da física quântica em várias áreas de interesse do ser humano, científicas, religiosas ou mesmo cotidianas, não podemos, nem precisamos mais negar ou esconder a interferência direta resultante dos pensamentos, ações e intenções que criamos, portanto todas as sensações do “aqui e agora” durante um atendimento terapêutico, seja de que espécie for, devem ser incluídas e valorizadas como ferramentas sérias e precisas!

Considerações finais

A massagem é um recurso terapêutico antiquíssimo, simples, natural e intuitivo. Torço e trabalho para que seja cada vez mais valorizada e respeitada no Ocidente, assim como é no Oriente, praticada com naturalidade e encarada como fonte de higiene mental e terapia preventiva.
A prática da massagem aproxima, sensibiliza e humaniza quem faz e quem recebe. O que o amor e uma boa massagem não podem curar, mais nada poderá !

* Refiro-me a teoria da curva orgástica descrita por W. Reich em 1940, no livro “A função do orgasmo”, onde um ciclo saudável se completa seguindo a função: tensão, carga, descarga, relaxamento.

Enólogo esclarece benefícios dessa bebida no combate ao envelhecimento

Você já ouviu falar em resveratrol? É uma substância com propriedades antioxidantes e antiinflamatórias encontrada na casca e nas sementes das uvas vermelhas. Se você se preocupa com os efeitos da idade, saiba que estudos comprovaram que o resveratrol atua em um conjunto de genes associados ao envelhecimento, retardando o processo em tecidos como o cerebral, o muscular e o cardíaco.

O resveratrol pode ser encontrado em bons vinhos e em sucos de uva orgânicos. Convidamos o enólogo Ivan Regina para esclarecer sobre este e outros benefícios do consumo de vinho para a nossa saúde.

O que é resveratrol?

Resveratrol é um potente polifenol encontrado na casca das uvas, especialmente das tintas (vermelhas)e faz parte do sistema imunológico da fruta.

Quando o vinho tinto é produzido, as cascas ficam em contato com o sumo das uvas, concentrando o polifenol.

Quais são os benefícios?

Os principais são a redução do LDL, conhecido como "mau colesterol" e o aumento do HDL, o "bom" sendo assim ocorre a diminuição de riscos de acidentes cardiovasculares e derrames cerebrais.

Outros benefícios potenciais permanecem em estudo, como a diminuição do risco de alguns tipos de câncer, como o de pulmão, de pele e de próstata.

Há comprovação e estudos?

Tudo começou com Serge Renaud, epidemiologista francês que pesquisou e comparou as taxas de acidente cardiovasculares de diversos países com diferentes tipos de alimentação.Enquanto as menores taxas estão nos países do Oriente, com baixo consumo de carne animal, logo em seguida vem a França, com uma alimentação rica em gordura, como a manteiga e o azeite.

Serge comprovou que esta baixa taxa se devia ao vinho, consumido diariamente por boa parte da população. Isto ficou conhecido como o "Paradoxo Francês".

Hoje existe uma rede de pesquisadores médicos, atuando na Europa, na América do Norte e no Brasil visando estabelecer a abrangência dos benefícios do consumo regular de vinho na saúde humana.

Uva e sucos de uva também têm propriedades benéficas?

Uvas tintas e suco de uvas tintas também contêm o resveratrol, mas ainda não se sabe se o álcool, que só existe no vinho, potencializa a ação benéfica do resveratrol nos seres humanos.

Qual a quantidade de vinho indicada para consumo diário?

Um consumo aproximado de 250 mililitros (um terço de uma garrafa normal) diário para os homens e de 200 mililitros para as mulheres.

Para se beneficiar do resveratrol, cerca de 150 mililitros diários são suficientes, consumidos com regularidade.

Sempre é bom consultar seu médico para estabelecer se você pode beber vinho e qual a melhor quantidade para sua condição física.

Existem outros benefícios do consumo de vinho?

Ainda está sendo estudada a extensão dos benefícios do vinho, mas já sabemos que seu consumo, junto a uma dieta nutricional sadia e equilibrada, aumenta a expectativa de vida e sua qualidade. Só para exemplificar, os habitantes da Ilha de Creta (dieta mediterrânica e consumo regular de vinhos), têm 98% menos de chance de morrer de um ataque cardíaco que um norte americano.

Quais são boas opções de vinho?

Aqui no Brasil podemos escolher vinhos do mundo inteiro. Os brasileiros, argentinos e chilenos têm boa relação custo/benefício. Na Europa os países mais tradicionais na produção dos vinhos são: França, Itália, Espanha e Portugal. Há, portanto, possibilidade de escolhermos bons vinhos em todas as faixas de preço, lembrando que os tintos são mais recomendados para a saúde, mas os brancos também são ótimos companheiros de mesa.

Com quais alimentos podemos combinar vinhos?

A harmonia dos vinhos pode ser simplificada em: vinhos brancos para peixes e frutos do mar, vinhos tintos para carnes. Vinhos mais leves para pratos mais ligeiros, vinhos mais encorpados para pratos mais potentes. Com o tempo você vai vendo as combinações entre vinho e alimento, não só as clássicas como aquela que o seu paladar mais aprecia.

SOBRE O AUTOR

Amanda Buonavoglia

Nutricionista especialista em "Personal Diet" e Nutrição ampliada pela Antroposofia. Atua em consultório, escolas e ensinando pessoas a cozinhar de uma maneira mais saudável

De Roberto Goldkorn  psicólogo e escritor

Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida
se dizia ‘o Infalível’. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar
matemática, disse que as minhas orelhas
eram tão grandes que batiam no teto.
Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência,
o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos
e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo,
mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome,
mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma
frase,
nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos
delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do ‘eu não sei ao
certo’ dos médicos; prefiro isso
ao ‘estou absolutamente certo de que….’,
frase que me dá arrepios.
E o que fazer… para evitarmos essas drogas?

Como?

Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias,
criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados
pela idade e pela vida ‘bandida’.
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis
como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca,
pois dali só há um caminho: descer. Inventem novos desafios,
façam palavras cruzadas, forcem a memória,
não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as
nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.
Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido,
ou de uma localidade onde estive há trinta anos..
Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam

outra língua, mesmo aos sessenta anos.
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades:
7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas ‘bobagens’
e viveram vidas medíocres e infelizes – muitos nem mesmo tinham
consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas,
no futuro. Invente novas receitas, experimente
(não gosta de ir para a cozinha? Hum… Preocupante).
Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade.
Parodiando Maiakovski, que disse

‘melhor morrer de vodca do que de tédio’,
eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter
a personalidade roubada pelo Alzheimer.

Dicas para escapar do Alzheimer:
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar
que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e
mudar o padrão de suas conexões.
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000),
revelam que NEURÓBICA, a ‘aeróbica dos neurônios’,
é uma nova forma de exercício cerebral projetada
para manter o cérebro ágil e saudável,
criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em
seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas
que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual,
escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar
exercícios ‘cerebrais’ que fazem as pessoas pensarem
somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa.
O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as

rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional.

Tente fazer um teste:
– use o relógio de pulso no braço direito;
– escove os dentes com a mão contrária da de costume;
– ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal
treinando isso num parque);
– vista-se de olhos fechados;
– estimule o paladar, coma coisas diferentes;
– veja fotos de cabeça para baixo;
– veja as horas num espelho;
– faça um novo caminho para ir ao trabalho.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado
e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?

Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a
mão esquerda?
FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).

‘Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer!’
Sucesso para você!!!

 

Citação

Fitoterapia – Usando as plantas para prevenir, aliviar ou curar » Lemnis Farmácia: Antroposofia Home

A utilização de produtos naturais como recurso terapêutico é tão antiga quanto a civilização humana, e por muito tempo, produtos minerais, vegetais e animais constituíram o arsenal terapêutico. Os dados mais antigos podem ser rastreados até 2500 aC, com a Medicina Tradicional Chinesa, passando por práticas organizadas de medicina pelos povos Egípcios e posteriormente pelos primeiros médicos gregos. Já na era da razão, inaugurada por Hipócrates, iniciou-se a desmistificação de que as doenças e sua cura eram coisas dos Deuses. Assim, o pensamento passou a ser de que tudo se tratava de fenômenos naturais, passíveis de serem observados e estudados até poderem ser associados a uma cura.

Com a chegada da Revolução Industrial e o desenvolvimento da química orgânica, os produtos sintéticos começaram a se destacar no tratamento farmacológico, principalmente devido a maior facilidade de obtenção de compostos mais puros e, portanto mais ativos e seguros. Mas nem assim, os produtos naturais perderam seu lugar na terapêutica e continuavam com utilização de crescente entre as populações.

Por outro lado, no período do Renascimento houve um estímulo ao pensamento científico, que fez com que houvesse uma melhoria na Medicina Popular e por conseqüência uma melhora também nos remédios caseiros a base de plantas e que eram passados de geração a geração.

Em meados do século XVI, surgia na Europa os primeiros jardins destinados ao cultivo de plantas medicinais. Esta prática ao final deste mesmo período já havia se disseminado por todo o velho continente.

Dando um salto na história, chegamos a segunda metade do século XX, onde o desdobramento dos movimentos de contracultura, originados, em especial nos Estados Unidos e países da Europa, trouxe, em sua fase inicial o interesse por outros sistemas médicos e práticas terapêuticas. Esses movimentos, de tendência “naturista e antitecnológica”, seduziram segmentos da população, sobretudo jovens e intelectuais, que passaram a valorizar aspectos culturais do Oriente, principalmente da Índia e da China. Esses sistemas terapêuticos e práticas de medicação e cuidados vinham em defesa de formas simplificadas e não invasivas para tratar as doenças, consumindo medicamentos oriundos de produtos naturais (não-químicos) e apoiados em uma proposta ativa de promoção da saúde. Assim, essa nova postura de tratar as doenças apresentava-se como uma “alternativa”, em contraponto à “Medicina contemporânea especializante e tecnocientífica” que pratica o combate às doenças e que é adotada como um “paradigma positivista hegemônico”.

Contudo, é importante ressaltar que o termo “medicinas alternativas” pode não ser tratado como um “conceito“, mas como uma “etiqueta institucional”, uma vez que se designa a qualquer forma de cura adversa da “área biomédica”.

De forma semelhante ao resto do mundo, no Brasil os movimentos de contracultura também atingiram principalmente as camadas jovens dos grupos intelectuais e socioeconomicamente mais favorecidas. No entanto, a abordagem naturista e antitecnológica presente nesses movimentos encontrou pontos de contato com a tradição popular, que atribui significativa importância a aspectos espirituais na determinação do processo de adoecimento e ainda possui grande apreço pelos recursos naturais de cura. Nessa perspectiva sociocultural, ampla parcela da sociedade com representação em todas as classes tendia a simpatizar e eventualmente adotar outros sistemas terapêuticos.

O crescimento dessas “medicinas alternativas” iniciou-se a partir da segunda metade da década de 70, atingindo seu auge na década de 80. Esse crescimento aconteceu tanto nos países ditos de “primeiro mundo” como nos de “terceiro mundo”, entre os quais se incluem os da América Latina.

Essa grande mudança de paradigma, vislumbrada pela possibilidade de se utilizar de forma racional os recursos naturais para obtenção de medicamentos de origem vegetal, em que pese à riqueza da flora brasileira, pode assegurar grande vantagem competitiva para o Brasil, proporcionando também expressivo benefício para a saúde brasileira.

Outro fato bastante positivo para esse segmento foi a publicação, em 2005, da Política Nacional da Medicina Natural e Práticas Complementares (PNMNPC) pelo Ministério da Saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS), cuja implantação envolve justificativas de natureza política, técnica, econômica, social e cultural. Essa política visa a atender as necessidades de se “conhecer, apoiar, incorporar e implementar experiências”, incluindo a Medicina tradicional chinesa – Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia e Medicina Antroposófica, que já vêm sendo desenvolvidas na rede pública de muitos municípios e estados.

Portanto, a proposta da Medicina natural pode ser vista como uma prática médico-farmacêutica direcionada para uma dimensão mais ampla, mais saudável e que privilegia a melhoria da qualidade de vida das pessoas e das condições ambientais no planeta. Quando aplicada com base em conhecimentos, habilidades e tecnologias, esta pode ser capaz de levar aos usuários, à sociedade e ao planeta benefícios mútuos de forma consistente e sustentável.

E sustentabilidade deve ser a palavra de ordem para a utilização de plantas medicinais e fitoterápicos, pois estes apresentam papel importante na terapêutica uma vez que cerca de 25 % dos medicamentos prescritos mundialmente são de origem vegetal e entre os 252 fármacos essenciais selecionados pela Organização Mundial da Saúde, 11% são de origem exclusivamente vegetal e uma parcela significativa é preenchida por medicamentos semi sintéticos, obtidos a partir de precursores naturais.

Cabe esclarecer que de acordo com a OMS, plantas medicinais são todas aquelas silvestres ou cultivadas, utilizadas como recurso para prevenir, aliviar, curar ou modificar um processo fisiológico normal ou patológico, ou utilizado como fonte de fármacos e de seus precursores, enquanto fitoterápicos são produtos medicinais acabados e etiquetados, cujos componentes ativos são formados por partes aéreas ou subterrâneas de plantas, ou outro material vegetal, ou combinações destes, em estado bruto ou em formas de preparações vegetais.

É importante relatar também que é falsa a idéia de que o medicamento natural não faz mal à saúde. E isto contribui com a estatística de que no Brasil, segundo o Sistema de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX), os medicamentos ocupam o pri­meiro lugar entre os agentes causadores de intoxicações em seres humanos e o segundo lugar nos registros de mortes por intoxicação, embora, não sejam encontrados dados es­pecíficos relacionados exclusivamente à ingestão de plantas medicinais.

A falta de conhecimento a respeito de condições de cultivo, associada à correta identificação farmacobotânica da planta, informações insuficientes sobre reações adver­sas, esquema de dose diária (posologia), período de tempo a ser emprega­do, as interações entre medicamen­tos, dentre outras, podem ser causas responsáveis pela intoxicação.

Na população de idosos de diversos países o uso de fitoterápicos também tem sido crescente. Em pesquisa realizada com aposentados e pensionistas de Belo Horizonte verificou-se que 10,6 % utilizaram fitoterápicos nos quinze dias que antecederam a pesquisa. Dentre os quais se destacam os medicamentos com extrato de Ginkgo (Ginkgo biloba), Castanha da Índia (Aesculus hippocastanum) e Isoflavonas. (Vide quadro abaixo).

 

Quadro 1 – Distribuição dos fitoterápicos utilizados pelos aposentados do INSS, de 60 anos ou mais, Belo Horizonte (MG), Brasil, 2003.

Fitoterápico Frequencia – n (%)
Ginkgo (Ginkgo biloba)

41 (41,8)

Castanha da índia (Aesculus hippocastanum) 12 (12,3)
Isoflavonas de soja (Glycine max) 8 (8,2)
Maracujá(Passiflora incarnata) 4 (4,1)
Crataego (Crataegus oxyacantha) 3 (3,1)
Plantago (Plantago ovata) 3 (3,1)
Sene (Senna alexandrina) 3 (3,1)
Alcachofra (Cynara scolymus) 2 (2,0)
Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) 2 (2,0)
Arnica (Arnica montana) 2 (2,0)
Cassia fistula 2 (2,0)
Garra-do-diabo (Harpagophytum procumbens) 2 (2,0)
Ginseng (Panax ginseng) 2 (2,0)
Guaco (Mikania glomerata) 2 (2,0)
Hamamelis (Hamamelis virginiana) 2 (2,0)
Poligala (Polygala senega) 2 (2,0)
Unha-de-gato (Uncaria tomentosa) 2 (2,0)
Valeriana (Valeriana officinalis) 1 (1,0 )
Cascara Sagrada (Rhamnus purshiana) 1 (1,0)
Espinheira-Santa (Maytenus ilicifolia) 1 (1,0)
Guaraná (Paullinia cupana) 1 (1,0)
Total

98 (100,0)

Fonte: Marliére, L. D. P. et all, 2008.

Assim são diversas as indicações e contra indicações das plantas medicinais e fitoterápicos (vide quadro 2) e por isto é importante a utilização racional de plantas medicinais, orientada por profissionais habilitados, procurando garantir a segurança, eficácia dos medicamentos e o manejo sustentado das plantas.

 

Quadro 2 – Indicações e contra indicações de algumas das plantas medicinais e fitoterápicos

Fitoterápico Indicações e Contra-indicações
Alcachofra(Cynara scolymus)

Parte utilizada: Folhas

Diurética, depurativa, reduz o colesterol e a taxa de uréia, colerética (provoca a hiper-secreção biliar), colagoga (promove a segregação da bile), laxativa, tratamento da obesidade e hipoglicemiante.É contra-indicado para pacientes com obstrução das vias biliares, hepatite e durante a amamentação (por diminuir a secreção de leite).
Alecrim(Rosmarinus officinalis)

Parte utilizada: Folhas

Estimulante geral, carminativo (atenua o desenvolvimento de gases no estômago e no intestino), colerético (provoca a hiper-secreção biliar), colagogo (promove a segregação da bile), anti-reumático e diurético.
Bosvélia(Boswellia serrata)

Parte utilizada: Resina obtida do caule

Agente antiinflamatório e analgésico, utilizada no tratamento da artrite reumatóide e outras condições inflamatórias.
Camomila(Matricaria chamomilla)

Parte utilizada: Flores

Antiespasmódica (reduz ou inibe a contração involuntária anormal dos músculos), carminativa (atenua o desenvolvimento de gases no estômago e no intestino) e calmante.
Caralluma fimbriata Parte utilizada: Planta inteira Tem ação supressora do apetite e reduz a circunferência abdominal.
Cáscara Sagrada(Rhammus purshiana)

Parte utilizada: Cascas

Tratamento de constipação intestinal, pois atua como laxante de efeito suave sendo utilizado também no tratamento da obesidade.É contra indicado durante a amamentação, pois é excretado no leite materno.
Cassiolamina(Cassia nomame)

Parte utilizada: Frutos

Reduz a pressão sanguínea, os níveis de colesterol sérico, de ácido úrico e a glicemia e é indicado nas dietas de emagrecimento.
Cavalinha(Equisetum hiemal)

Parte utilizada: Partes aéreas

Remineralizante ósseo, diurética, antiinflamatório e tratamento de distúrbios geniturinários.É contra-indicado em casos de gastrite, úlcera gastro-duodenal, na gravidez e lactação.
Faseolamina(Phaseolus vulgaris)

Parte utilizada: Feijão branco

Impede parcialmente a digestão e a absorção de carboidratos, reduzindo o nível de açúcar no sangue e diminuindo o apetite. Melhora o funcionamento do intestino porque, além do carboidrato não absorvido, há um aumento do volume das fezes, pois a faseolamina tem fibras.
Fucus(Fucus vesiculosus)

Parte utilizada: Alga inteira

Utilizado no tratamento da obesidade e é um laxante com ação suave.É contra-indicado nos casos de hipertireoidismo por conter iodo e para pacientes em tratamento com hormônios tireoideanos.
Garcinia cambogia Diminui o apetite e a vontade incontrolável por doces, equilibra a produção de gorduras como o colesterol e os níveis de açúcar no fígado.
Garra de Diabo (Harpagophytum procumbens)

Parte utilizada: Raízes 

Antiinflamatória indicado como auxiliar no tratamento da artrite reumatóide (inflamação das articulações), analgésica, artrose, bursite, fibromialgia e tendinite.
Ginkgo(Ginkgo biloba)

Parte utilizada: Folhas

Estimulante da circulação sanguínea, atua em processos trombolíticos, na diminuição das desordens da memória, nos distúrbios de atenção e tem ação contra radicais livres.
Ginseng(Panax ginseng)

Parte utilizada: Raízes

Ação estimulante no sistema nervoso central, revitalizante físico e psíquico e atua contra a diminuição da libido causado pelo estresse.
Glucomannan(Amorphophalus konjac)

Parte utilizada: Raízes

Utilizada no tratamento da obesidade por proporcionar sensação de plenitude gástrica e reduz os níveis plasmáticos de colesterol e triglicerídeos.
Hipérico(Hypericum perforatum)

Partes utilizadas: Flores e folhas

Calmante, antidepressivo, sedativo e tratamento de distúrbios psicovegetativos acompanhados de ansiedade.É contra indicado para pacientes em uso de quimioterápicos devido à ocorrência de interação e pode aumentar a sensibilidade a luz solar. Não deve ser usado na gravidez e lactação.
Isoflavonas de soja(Glycine Max)

Parte utilizada: Sementes

Atua na redução dos sintomas decorrentes do climatério, como sensações de calor no corpo e no rosto.
Laranja amarga(Citrus aurantium)

Parte utilizada: Flores, folhas e frutos

Aumenta o metabolismo, promove queima de calorias e redução dos estoques de gordura estimula a liberação de adrenalina, tem propriedade digestiva e promove a absorção dos nutrientes.
Mulungu (Erythrina mulungu)

Parte utilizada: Cascas

Ação sedativa, calmante na agitação nervosa e insônia e também como coadjuvante em dores de origem reumática ou nevrálgica.
Maracujá(Passiflora alata)

Parte utilizada: Folhas

Ação sedativa, tranqüilizante, antiespasmódico e nas perturbações nervosas da menopausa.É contra-indicado sua administração junto com o álcool, anti-histamínicos e medicamentos depressores do sistema nervoso central.
Sene(Cassia angustifolia)

Parte utilizada: Folíolos e vagens 

Laxativo suave que não produz irritação estomacal ou no intestino delgado.É contra-indicado durante a gravidez, lactação, no caso de hemorróidas.
Silimarina(Silybum marianum)

Parte utilizada: Folhas

Silimarina é um fármaco eficaz na restauração da função hepática e na regeneração das células hepáticas podendo ser utilizada para diferentes doenças que acometem o fígado.
Tríbulo(Tribulus terrestris)

Partes utilizadas: Frutos, partes aéreas e sementes

É utilizado contra a disfunção eréctil, pois eleva os níveis de testosterona e melhora a circulação sanguinea. Atua na formação de espermatozóides.
Valeriana(Valeriana officinalis)

Partes utilizadas: Raízes e rizomas

Tem ação sedativa sobre o sistema nervoso central e antiespasmódica. Pode ser associado a brometos e outros sedativos na neurastenia, astenia, histeria, irritabilidade, insônia de fundo nervoso, palpitações nervosas e distúrbios da menopausa.
Yam mexicano(Dioscorea villosa)

Parte utilizada: Rizomas

É utilizado na terapia de reposição hormonal no climatério, na dismenorreia (menstruação difícil e dolorosa), na tensão pré-menstrual, em distúrbios testiculares, disfunção erétil, hipertrofia da próstata e alterações psicossexuais.

Fonte: Elaboração própria.

Com algumas restrições, as melhores plantas medicinais podem ser as silvestres. Contudo a colheita indevida pode levar algumas espécies a extinção além de uma possível contaminação na colheita. Portanto, é atualmente mais recomendável que se utilizem plantas medicinais cultivadas com boas técnicas que passam pelo: preparo do solo através da adubação com estercos de animais, compostos orgânicos ou adubos verdes; obtenção e preparo de mudas; plantio; tratos culturais; práticas de controle fitossanitário ( mecânicas, culturais, biológicas ou químicas); controle de qualidade das plantas medicinais; autenticidade da planta; Integridade; pureza e análise dos princípios ativos.

Outros pontos também de suma importância na fitoterapia são a boa origem das plantas ou extratos destas, a qualidade da matéria prima e a garantia da dose prescrita. Assim, na aquisição de um fitoterápico industrializado escolha a marca de um bom Laboratório Farmacêutico ou se for manipular procure uma Farmácia de Manipulação de confiança. Esta decisão não deve passar apenas pelo preço.

 

Algumas ilustrações:

Cáscara Sagrada

 

 

 

 

Garcinia

  

O tempo e o movimento

 

Citação

Por Airton Luiz Mendonça (Artigo do jornal o Estado de São Paulo)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos
 movimentos. 
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio…você começará a perder a noção do tempo.


Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do temposentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempoderiva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. 
 
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.
 
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
 
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto,quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.
 
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas. 

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. 

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. 

Como acontece?

Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas(você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). 

Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa…..
São apagados de sua noçãode passagem do tempo…
 
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. 

Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir-as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim…. as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade,
fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. 

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera
é a…ROTINA. 

Não me entenda mal.

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa,mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só
capítulo, repetido todos os anos. 

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
 
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual,uma festa ouregistros com fotos. 

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos,cartões postais e cartas.
 
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). 

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal,vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. 

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor,faça diferente.
 
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. 

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. 

Seja diferente.
 
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus
estranhos, deguste pratos esquisitos….. em outras palavras…….. V-I-V-A. !!!
 
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o…. do que a maioria dos livros da vida que existe por aí.
 
Cerque-se de amigos.
 
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes,com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. 

Enfim, acho que você já entendeu o recado,não é?
 
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo,com qualidade, emoção, rituais e vida. 
 
ESCREVA em tAmaNhosdiFeRenTese em CorES di fE rEn tEs!
 

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE,
 INVENTE, REINVETE…
 
Viva!

Orquestra labial

 

          Ao nascer recebemos de Deus um corpo perfeito, repleto de recursos para levarmos uma vida feliz e saudável, e uma alma para nos inspirar e guiar. Usamos pouco o potencial divino do nosso corpo e esquecemo-nos muitas vezes da nossa alma.

          Não sei explicar o porquê, mas hoje durante a minha caminhada pelas ruas de Cuiabá, me surpreendi assobiando.  Assobiava reproduzindo um samba de 1946, imortalizado pela voz de Isaurinha Garcia – “De conversa em conversa” – de autoria de Lúcio Alves e Haroldo Barbosa. Um hábito que vem da minha infância – uma das coisas que todo menino normal sabia fazer era assobiar.

                   Estava tão distraído assobiando que não percebi o cumprimento de uma senhora que passava pelo meu lado direito. Quando me chamou pelo nome é que percebi a minha total abstração. Parei por uns instantes com a minha orquestra de boca para me desculpar e retribuir o cumprimento. A seguir, continuei emitindo sons da melodia durante os seis quilômetros do meu exercício.

          Que som maravilhoso produz a nossa orquestra “buco-labial”! Na minha memória, a letra do samba dor de cotovelo, que traduzia a realidade da vida da cantora e de muita gente.

          Ninguém me ensinou a assobiar. Todos, na época da minha infância assobiavam: adultos, crianças e velhos. Depois inventaram que era falta de educação e coisa feia. As crianças pararam de assobiar e só alguns velhos ainda hoje curtem esse som.

          O meu pai, no caixa do Bar do Bugre assobiava. A sua música predileta, era “Tai” cantada por Carmem Miranda: “Tai, eu fiz tudo prá você gostar de mim…”. A minha mãe possuía um repertório maior, mas a sua favorita, em qualquer oportunidade era “Maracangalha” de Dorival Caymmi: “Eu vou prá Maracangalha, eu vou…”

Naquela época muitos grupos profissionais se apresentavam em shows e gravavam discos assobiando. Não sou um expert em música, nem possuo qualquer habilidade em tocar instrumento musical, mas, ao assobiar, até que consigo pegar o ritmo da música – e o som que escuto me faz tão bem!

          A beleza dessa orquestra que Deus nos deu, é surpreendente! É um dos recursos do nosso corpo que pouco se usa hoje em dia. Descobri que se pode ficar feliz com coisas pequenas e aparentemente insignificantes.

          Como é gostoso assobiar!

 

 Gabriel Novis Neves

24/01/2010

Sempre que o tema não vem, ou não consigo descobri-lo, abro um arquivo e começo a teclar serenamente, buscando humildemente a sintonia com a Fonte, a inspiração que precisa guiar as palavras que V. está lendo nesse momento.A sensação de Unidade está cada vez mais forte e clara e permite que me expresse de forma direta, mais íntima, pois realmente sei que não existe separação entre nós. Nem pela distância e nem por nenhuma outra característica ou aspecto. Se nesta dimensão terrena manifestamos uma esplendida unicidade -que nos confere valor inestimável-, um degrau acima, em nossa dimensão espiritual, na qual navegamos também cem por cento de nossa existência, somos um só. O "eu" se torna minúsculo e começa a funcionar o Nós. Há uma fusão, um amálgama de almas que se entrelaçam, que vibram em frequências amorosas, suaves, na Luz.
Uma Alma só: a Alma do Mundo.

No entanto, aqui na Terra, cada ser, com sua personalidade absolutamente especial, com sua missão de vida a ser completada, forma um outro conjunto, um outro grupo, que busca aprendizado, experiência, conhecimento e compreensão das leis universais, bem como exercitar o Amor Incondicional, a base, a raiz de toda a Criação. E começa (ou continua) a lapidação das arestas, o aperfeiçoamento das atitudes, a busca da verdade, a expansão de consciência que se processa ao longo da caminhada… Isso vale para todos. É assim que deve ser; precisamos finalmente desempenhar o que é de fato adequado, que nos realiza enquanto também ampara, inspira e conforta nossos irmãos de jornada. Não existem atalhos, esconderijos, escapatórias… nem há prescrição ou abrogação da lei…
De repente, constatamos o quanto, um passo após o outro, a bem-aventurança começa a tomar conta da gente. A transformação entra em ação!

É algo forte, que todo mundo tem dentro de si, mais ou menos desenvolvido. Parece-se com curiosidade, mas é bem mais profundo e desafiador. Os teimosos e os céticos têm dificuldade em ouvi-lo, e mesmo sentindo sua presença espezinhadora, frequentemente precisam de algo doloroso, algum trauma, alguma doença prolongada, que lhes permita refletir e meditar sobre os fatos de sua vida. Outros, mais despertos ou mais inteligentes, evitam, abrem mão do sofrimento líquido e certo que surge quando permanecemos fechados e surdos à voz interior que clama por mudanças.
Começamos assim, às vezes até sem perceber, um permanente estado de transformação, passamos a viver melhor, mais saudáveis, serenos, prósperos e amorosos. A simplicidade passa a nos acompanhar e a sabedoria interior nos orienta a cada escolha, evitando situações de tensão, de aperto financeiro, de superficialidade e egoísmo. As emoções fortes se transformam em sentimentos e a impulsividade, tão nefasta e que traz conseqüências imprevisíveis e com certeza nocivas aos outros e ao ambiente, se converte em serenidade quando lembramos da divindade que mora em cada um de nós.
As leis naturais passam a atuar inexoravelmente e nos trazem as pessoas -os valiosos companheiros de jornada-, e os eventos que se transformam em nossos novos mestres, nossos facilitadores, instrutores e guias.

E o que era um esboço de projeto, um começo ainda tímido e incerto, começa a tomar forma, com contornos e cores mais nítidas e que aos poucos podem tornar-se uma verdadeira obra-prima, arte viva em movimento incessante, inspirando e iluminando tal qual farol o rumo dos outros `navegantes´.
Nasce a percepção de que não estamos perdidos no grande mar e, sim, somos o capitão do barco, podendo escolher como, quando e onde aportar nossa embarcação.
Começa em seguida uma semeadura mais ampla e abrangente. Algo capaz de operar o que muitos ainda chamam de milagres, mas que na realidade são simplesmente os frutos, a colheita de algo em sintonia com o Universo; alguma coisa que vibrou amor puro brotando do coração e que definitivamente visava o bem de todos, incluindo os demais Reinos da natureza e nossa sagrada Mãe Terra, hoje tão ferida e usurpada.

Muito ainda resta a fazer, basta olhar à nossa volta; mas não adianta esperar, almejar que caia do céu… os atores, os responsáveis para o bom êxito do processo todo somos nós mesmos.
Você, eu… somos nós que temos tudo à nossa disposição para a tarefa dar certo.
Talvez precise somente de manifestar mais fé, mais coragem, determinação e perseverança, algo que carregamos desde sempre em nossa bagagem e que está bem na hora de começar a utilizar.
E sabemos direitinho como fazer. A repetição por vezes se torna tão necessária… mas é preciso limpar nosso fardo, perdoar tudo e todos e nos autoperdoar também.
Encontrar a verdade que liberta, o Deus interior, aprender a meditar, a silenciar a mente, a criar nossa realidade, nosso destino, livres de pressões religiosas, familiares, ou da sociedade.
Precisamos fazer nosso melhor, com alegria, afinco, boa vontade, entusiasmo; e tudo será suave; até os fatos aparentemente mais desesperadores, se os avaliarmos e compreendermos em função da nova postura de nossa Alma, passarão por nós sem deixar marcas, embasados que estaremos na absoluta certeza de que nada se perde e que aqui estamos de passagem.

Ir muito além do aqui e agora.
É importante aceitar os desafios; não adianta fugir do aprendizado buscando a linha de menor sofrimento. Precisamos urgentemente utilizar mais e melhor as ferramentas da mente… deixando finalmente de desconfiar de nossa total capacidade. Refiro-me aos dons da intuição profunda, da clarividência, da cura à distância, da telepatia, do contato com os Guias e os Amparadores e até com os entes queridos que já se encontram em outro plano. O Universo está com pressa e conta conosco, seres poderosos, imortais, capazes de algo que sequer podemos vislumbrar.
E num lindo dia, aquele em que teremos completado nossa tarefa aqui na Terra, no momento de regressar para nossa verdadeira casa, seremos capazes de torná-la ainda mais brilhante, colorida e inundada de Luz.

Somos Um só. Eu sou o outro Você
Sergio, Rodolfo, Sandra, Teresa, Lidiane, Marcos e Anderson.