Category: Comportamento


Aconteceu em Kampur

Aconteceu em Kampur.

A Nudez Punitiva

A Nudez Punitiva.

Sabedoria que brota da terra — EcoDesenvolvimento – Sustentabilidade, Meio Ambiente, Economia, Sociedade e Mudanças Climáticas.

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Aos 93 anos, a Dr. Ana Primavesi dá exemplo de vitalidade e sabedoria/Foto: Agência de Notícias do Paraná

Ela já passou dos 90 anos, não come açúcar há quatro décadas e bebe pouquíssima água (sempre natural), afinal “é só o que o corpo precisa”. Esses são apenas alguns dos segredos da agrônoma Ana Primavesi, que mesmo se aproximando do centenário mantém saúde e disposição para cuidar das plantações e viajar o mundo espalhando sua sabedoria e ensinamentos sobre cuidado com a terra e respeito à natureza.

Nascida na Áustria, ela se mudou com o marido para o Brasil após a Segunda Guerra e foi uma das pioneiras da agricultura ecológica no país. Hoje a Dr. Ana Primavesi é uma das profissionais mais respeitadas quando o assunto é compreender os sinais da terra e encontrar formas de aumentar a produção, sem devastar a natureza.

Com sua voz mansa e ainda carregada do sotaque austríaco, ela conversou com o EcoD e falou um pouco da sua relação com a terra e como precisamos encontrar um equilíbrio entre os interesses humanos e a manutenção da vida no planeta.

EcoDesenvolvimento.org: A senhora tem uma grande intimidade com a terra, cheira para saber se a matéria orgânica foi enterrada profundamente e sente sua textura entre as mãos como indicativo do equilíbrio de nutrientes. Qual a importância desse contato para a senhora?

Ana Primavesi: É a base de tudo, porque se você não sabe, não sente e não vê a terra, como vai fazer agricultura?

A senhora defende uma agronomia que, no seu modo de ver, “não compete com as leis da natureza”. É dessa forma, competindo com a natureza, que estamos produzindo alimentos hoje?

Não é que compete ou não compete. O problema é que se você planta de uma maneira diferente de como o planeta faz pode ser que você colha por mais alguns anos, mas depois a terra vai estar de tal maneira estragada que não produz mais quase nada, muito pouco. Agora vieram os adubos químicos, as máquinas e tudo isso para aumentar a produção. Mas olha, no ano 1200 depois de Cristo, as pessoas produziam na Índia quatro vezes mais do que se produz hoje. Então o adubo químico não foi a salvação, foi o que estragou o solo.

Por que esses métodos de cultivos aplicados antigamente eram mais avançados que os de hoje?

Não se trata de métodos, nós temos é que voltar a respeitar a natureza, porque se a gente não respeita tudo estraga e tudo está desaparecendo. Se eu faço uma agricultura só orgânica não resolve. Porque o orgânico é muito bonito, mas não é como a natureza faz. Você deixa muita coisa que a natureza faz de fora e o que queremos é colocar tudo no eixo de novo. A nossa agricultura atual é simplesmente para fazer a terra produzir apesar de toda a sua destruição. Um exemplo é a mata amazônica, que sofre uma catástrofe, porque eles começaram a desmatar sem pensar que ali tem só 3 cm de solo orgânico. Se hoje você for na Amazônia, vai ver que já tem grandes áreas abandonadas, não se usa nem mais para gado. Tem mato, mas a mata mesmo não volta. O que nos fizemos até agora foi só estragar e não recuperamos nada, porque a gente acha que melhora (com o uso dos novos métodos), mas o melhor sistema é sempre da natureza. Nós vivemos há 5 mil anos com a agricultura e antigamente a terra era muito mais produtiva. Pode ter certeza que onde tiver pesticida, a terra está estragada.

Ainda existe alguma de forma de consertar o estrago na Amazônia?

É complicado. A Amazônia levou milhões de anos para se formar e agora nos a estragamos com a máxima facilidade. Lá quase 80% dos solos é areia quase pura. Então é uma terra paupérrima e mesmo assim existe aquela mata bonita. A natureza conseguiu conciliar os fatores e fazer ali uma das matas mais frondosas do mundo.

O que pode ser feito em outras regiões para termos uma agricultura mais sustentável?

O sustentável é quando eu mantenho a terra agregada. Eu acho que a agricultura não pode ser industrializada, é preciso ter um contato com a terra. A maioria das pessoas procura por milagres, mas o único milagre é você ter contato com a terra e esse contato vai permitir que você produza bem. As pessoas abusam das máquinas e dos produtos, mas se a terra estiver toda estragada, não vai resolver nada.

Então as pessoas precisam entender melhor a terra para produzir mais?

Claro. A natureza por si sempre visa a maior produção possível. Se nós acharmos que podemos fazer melhor, só pioramos. Porque a maior parte das pessoas tem um objetivo. Ele não enxerga o inteiro, mas só uma coisa e trabalha com isso na cabeça. Só que assim destrói tudo ao redor para chegar a esse fator. Isso é uma tristeza.

O homem acha que é mais inteligente que a natureza?

É, mas a natureza vê o inteiro e o homem não. O homem só enxergar um fator. Melhora um lado, mas estraga o outro. A questão é que nós temos que fazer exatamente o que a natureza faz.

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Em 1946, o casal Ana e Artur Primavesi saiu da Europa e veio para o Brasil/Foto: Acervo

A senhora disse que assistiu ao surgimento dos princípios da agroecologia no Brasil dentro da sua casa. Como avalia a situação da área hoje?

Está começando a tomar conta porque as pessoas estão vendo que é a única maneira de produzir. Mas ainda existe um problema bastante grave, que ela não pode ser aplicada em fazendas enormes. No Mato Grosso, por exemplo, existem fazendas de 320 mil hectares. Esses locais são mecanizados de tal maneira que os computadores fazem a análise química, a adubação, a aração, tudo automaticamente, e só uma ou duas pessoas no escritório controlando tudo. E isso só é possível no Brasil, muitos países já estão sem terra para produzir. Na China a população aumenta em 200 milhões por ano. A pergunta é, até quando eles conseguirão viver com essa terra?

Essa é uma questão realmente importante, já que a expectativa de crescimento da população mundial é alarmante. Como a humanidade pode vencer esse desafio e conseguir alimentar essas bilhões de pessoas sem destruir o planeta?

Não da maneira que é feita hoje aqui no Brasil, onde se tira a plantação de alimento para plantar cana-de-açúcar e soja para produzir álcool, e o que importa os alimentos? Assim não vamos ter muito tempo.

Qual seria a solução para esse problema?

Nós temos que ficar um pouco mais modestos, querendo não só combustível, mas também alimento capaz de manter todo mundo. Não é importante que todo mundo tenha um carro, é muito bonito, mas não é necessário. Mas todo mundo precisa de comida, carro não. Não é uma necessidade, é um luxo.

Por que o futuro do Brasil está ligado à terra?

O futuro da humanidade está ligado à terra, não só o Brasil. Se não tomarmos conta da nossa terra de maneira correta, não vamos sobreviver. A água esta diminuindo, os rios menores estão secando. Acha que sem água nós vamos sobreviver? Ela é a base de toda a vida. A chuva só cai onde tem mato, por isso na Amazônia tem chuva todos os dias. Agora lá onde já não tem mata pode ficar até quatro meses sem um pingo de água. Eu não sei o que eles estão querendo com toda essa política. O nosso presidente falou que onde tem pobres ele permitia que desmatasse. Tudo bem, mas onde não tem mais mata o pobre também não vai sobreviver. Nem o pobre, nem o rico.

Está chegando a hora de substituir a máquina pelo homem?

Nós temos que ter de novo a agricultura menor. Em alguns lugares você não ver mais nenhuma pessoa na lavoura. Com isso você perde o contato com o solo e não tem como saber o que ele precisa e o que é mais adequado. Eu não sei como vai ser em lugares como Paraná e Santa Catarina, antigamente lá era tudo pequeno e o agricultor trabalhava sua terra. Hoje é tudo mecanizado, as árvores desapareceram e cada vez que chove tem enchentes. Claro que não dá para alimentar as cidades só com produtores pequenos. Mas o que acontece é que antigamente existiam pequenos, médios e grandes agricultores, não apenas os grandes, como hoje. Claro que com cidades enormes você vai precisa de áreas enormes para produzir alimentos, mas você não precisa destruir tudo por causa disso.

Estamos nos afastando muito da natureza?

Claro que sim. Está todo mundo indo para a cidade. E lá tem sim algumas vantagens, mas a alimentação por enquanto ainda é feita no campo. Isso está de tal maneira que uma vez uma criança veio aqui nos visitar e lhe mostrei uma vaca, dizendo que era ela quem dava o leite que a garotinha tomava. E ela disse: “Que horror! Eu tomo leite de um bicho desses? Ah não, vou dizer pra minha mãe que nunca mais tomo leite”. O pessoal da cidade nem imagina mais como as coisas são produzidas. Ninguém valoriza mais as pessoas do campo. Elas tem a impressão de que a comida nasce nas prateleiras do supermercado.

Se a senhora fosse obrigada a viver longe do campo, em uma metrópole, como São Paulo, acha que conseguiria?

Não… Sabe, eu tenho um problema na perna, ela nem sempre quer o mesmo que eu, mas mesmo assim aqui no campo eu saio, caminho, vou nas plantações, em qualquer lugar, onde quiser. Na cidade, o que eu faço na rua? Passear em São Paulo? Impossível. Aqui no campo não, a gente anda sem preocupações, só com cuidado com as cobras.

Tags: Biodiversidade , Vida e Saúde

Postado em Vida e Saúde em 05/09/2010 às 12h00
por Clara Corrêa, da Redação EcoD Comentários (1)

Há cerca de um ano, o jovem fotógrafo Everett Bogue decidiu abandonar tudo que tinha, incluindo um emprego estável em uma renomada revista norte-americana, para viver uma vida minimalista. Com apenas alguns itens na mochila e boas ideias na cabeça, ele percebeu que viver significa muito mais que comprar, e que é preciso muito pouco para ser feliz.

EcoDesenvolvimento: Por que você decidiu se livrar de todos os seus pertences?

Everett Bogue: Ano passo, no verão de 2009, eu decidi que não queria mais ter um emprego. Eu tinha um trabalho em tempo integral em Nova York havia três anos, e vi que aquilo não estava indo para lugar nenhum. Então, como qualquer pessoa razoável, eu pedi demissão com apenas US$ 3 mil no banco. Isso me levou ao minimalismo, porque eu tive que aprender a viver sem aquela fonte de renda.

Como você se sentiu naquele momento?

Eu comecei a perceber que na verdade eu até gostava de viver com menos coisas. E me senti maravilhosamente bem! Eu estava livre para fazer o que eu quisesse, e não precisava mais me preocupar em trabalhar o dia inteiro. Então eu decidi continuar vivendo dessa forma.

Como tem sido sua vida, desde então?

Incrível! Eu aprendi a trabalhar on-line, e agora ganho toda a minha renda do meu blog:www.farbeyondthestars.com. A melhor parte de ser um minimalista é que isso te dá liberdade, quando você não gasta seu dinheiro com qualquer besteira, você começa a perceber o que é realmente importante para você. Nesse momento, eu estou trabalhando da varanda de um café, que é exatamente o que eu sempre quis fazer.

Como é a sua rotina?

Eu acordo, preparo um suco de frutas e saio de casa. Eu trabalho em alguma cafeteria por cerca de duas horas todos os dias. Geralmente eu alterno os locais de trabalho porque gosto de experimentar diferentes cafés. Depois, volto para casa, desligo meu computador, pego meu tapete de yôga e vou praticar. É muito relaxante e me deixa pronto para o dia seguinte.

O que seus amigos e familiares dizem sobre seu estilo de vida?

Muitas coisas diferentes! No princípio, as pessoas pensavam que eu estivesse louco, mas depois elas perceberam que eu realmente não preciso trabalhar o dia inteiro, como eles. Meu irmão mais novo pediu que eu lhe explicasse o que eu fazia para viver, e eu tentei explicá-lo que se você não compra muitas coisas, você pode, basicamente, fazer o que você quiser. É uma brecha da realidade.

Você sente falta de sua antiga vida?

Nem um pouco.

Como você teve a ideia de escrever um livro sobre minimalismo?

Bom, eu comecei a bloggar sobre minha nova vida em outubro do ano passado, e para a minha surpresa, muitas pessoas começaram a ler. Eu sempre quis ser um escritor, mas todos sempre me diziam que isso era impossível. Então, eu apenas pensei que isso seria um projeto paralelo. Mas agora eu tenho 70 mil pessoas lendo e isso é muito mais do que eu preciso para sustentar a minha vida minimalista. Sendo assim, viva!

Conte-nos seu segredo, como uma pessoa pode sobreviver trabalhando apenas algumas horas por semana?

Como eu disse antes, isso é uma brecha da realidade. Se você não é obrigado a trabalhar, você pode focar em metas pessoais. Alguns empregos pagam bem, outros nem um pouco. Se você trabalha para receber US$ 11,00 por hora, você não terá tempo para procurar outro emprego que te pague US$ 67,00. Quando você não está vivendo de salário em salário porque comprou um monte de porcarias que não precisa, você pode focar em trabalhos realmente importantes. Muitas pessoas não entendem isso, e é por isso que continuar comprando uma coisa atrás da outra.

Qual o problema das empresas hoje em dia?

As empresas pensam que tempo é igual a dinheiro. Se você trabalha 40 horas por semana, você deve estar fazendo algo importante, certo? Errado. No mercado de trabalho moderno, as pessoas não estão mais fabricando porcarias de plástico para outras comprarem. Elas estão produzindo ideias, softwares, ajudando as pessoas a atingirem seus objetivos. Algumas ideias precisam de apenas uma hora para ser posta em prática, outras precisam de dias. As empresas precisam focar mais nos resultados, e menos no tempo que seus empregados passam sentados em suas mesas. Para saber mais sobre isso, faça uma busca no Google por “ROWE”. É um movimento que busca mudar a forma como as pessoas trabalham hoje.

Você acredita que as pessoas precisam aprender a viver com menos?

Sim. Aqui está o problema: nós consumimos tanto no último século que agora estamos preocupados que talvez não tenha sobrado muito para consumir. Estamos ficando sem petróleo, deslocando nossa comida de um lado do mundo pro outro, sem nem saber quais os custos ou consequências disso. Nós precisamos ficar atentos para o nosso impacto no mundo, e o minimalismo é uma boa forma de fazer isso.

Como você imagina que o seu trabalho irá ajudar o mundo a ser um lugar mais sustentável?

Fazendo com que as pessoas percebam que elas podem ser mais livres se consumirem menos, elas perceberão que estilo de vida é diferente do modelo falido que é o “Sonho Americano” em que vivemos hoje.

Quais lições você tira dessa experiência?

Que não precisamos de tanto quanto pensamos que precisamos.

Você é mais feliz hoje?

Sim!

Do sonho à realização dos objetivos

Defina o que deseja concretizar e aprenda a fazer um plano de ação

Milhões de pessoas oram todos os dias pedindo que lhes seja mostrado o caminho, que tenham forças e fiquem livres dos perigos. Entretanto, poucas pessoas se perguntam para onde estão indo, o que querem realmente da vida, o que vão verdadeiramente ganhar ou perder quando chegarem lá. Mas como, se nem sabem para onde querem ir?

Antes de procurar o caminho devemos especificar nossos objetivos. Estes devem estar alinhados com os nossos valores, nossos princípios orientadores, dos quais não queremos e não podemos nos afastar. É como diz o escritor norte-americano John Schaar:"O futuro não é o resultado de escolhas entre caminhos alternativos oferecidos pelo presente, e sim um lugar criado. Criado antes na mente e na vontade, criado depois na ação. O futuro não é um lugar para onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. Os caminhos não são para ser encontrados e, sim, feitos. E a ação de fazê-los muda ambos, o fazedor e o destino."

Objetivos respondem a pergunta "O que eu quero alcançar?".Liste seus objetivos por escrito. Não importa quais tipos de objetivos você tenha em mente. Eles devem ser escritos. O que não merece ser escrito, não merece ser realizado.

Plano de ação

Uma vez escritos seus objetivos, faça o seu plano de ação. Responda a essas perguntas:

  • O que preciso fazer para alcançar os meus objetivos?
  • Quais recursos já tenho e de quais recursos vou precisar?
  • Quem pode me ajudar?
  • Esses objetivos dependem somente de mim, ou dependem também de outras pessoas?
  • Em quanto tempo quero isto realizado? Estabeleça uma data limite.

Estratégias

Respondidas essas perguntas acima é hora de pensar nas estratégias. Como conseguir os recursos? Como convencer outras pessoas a me ajudarem? Quantas horas por dia, por semana, devo me dedicar a cada projeto? A palavra estratégia,significa "arte do general", do francês stratégie; "oficício ou comando do general", do grego strategia. Como a etimologia evidencia, estratégia tem a ver com a preparação detalhada e cuidadosa para a batalha. O general que for para a batalha sem se preparar está condenando o seu exército a sangrar, o seu país à derrota no campo de batalha.

Evidências sensoriais

Estabeleça as evidências sensoriais orientadoras. Evidências são os sinais, os indicadores de que estamos no caminho certo. Se um dos meus objetivos é fazer um curso em outro país, visitar o site da universidade é um indicador. Escrever um e-mail pedindo informações e a resposta desse e-mail é outro indicador. As pessoas em geral não valorizam nem prestam atenção às pequenas coisas que fazem nem ao que acontece diariamente. Depois ficam frustradas quando não conseguem ou se surpreendem quando seus objetivos são alcançados meio "ao acaso". A construção de um edifício é resultado de uma infinidade de pequenas ações continuadas e ininterruptas. Milhares de tijolos são assentados um a um. Porém o edifício só fica pronto depois de um último detalhe final, como a instalação da última tomada elétrica, que sozinha representa muito pouco, diante de tudo que foi feito.

Ação

Não fique somente no sonho. Parta para a ação. Lembra da música de Milton Nascimento? "Longe se vai sonhando demais, mas onde se chega assim?" As pessoas bem sucedidas são muito focadas. Trabalham muito para conseguirem o que querem.

Controle mental

Esteja atento aos seus pensamentos e estado emocional. Pensamentos são como pequenas pessoas falando dentro de nós. Essas conversas ocultas determinam o que vamos fazer, que caminho vamos seguir. Nossos pensamentos mudam o tempo todo, e nunca sabemos qual será o nosso próximo pensamento até que ele apareça. Não posso controlar meu próximo pensamento, mas posso controlar o meu pensamento atual. Por isso, escute atentamente o que está falando para você mesmo.

  • Quando olha para seus objetivos, você diz que eles são grandes demais ou pequenos demais?
  • Quantas vezes você já disse que sonhos são bobagens?
  • Quantas vezes você já disse que não pode?

Não diga que não pode

Diga que não quer. O ser humano é capaz de realizar qualquer coisa, desde que acredite e se comprometa. Há uma fase famosa de Henry Ford sobre isso: "Se você disser que pode, você está certo. Se disser que não pode, você também está certo."

Não estamos falando aqui de coisas absurdas, como mergulhar e explorar as profundezas do oceano sem treino e sem equipamento. Estamos falando de objetivos reais, como concluir um mestrado, comprar a casa dos seus sonhos, conseguir formar seus filhos na faculdade, conquistarr um novo emprego ou ser promovido no seu emprego atual.

Nossos pensamentos orientam nossas ações e nossos estados emocionais."Nossos pensamentos orientam nossas ações e nossos estados emocionais." Quando pensamos o quanto somos abençoados, o quanto a vida é bela, e o quanto somos privilegiados, entramos num estado de graça emocional. Temos mais disposição, nos tornamos mais alegres, mais fortes e mais felizes. Mas quando dizemos que a vida é dura, que as coisas estão difíceis, e quando vemos os desafios como grandes problemas, como barreiras difíceis de superar, ficamos tristes, enfraquecidos, nos sentido como vítimas, pobres criaturas, abandonadas à própria sorte, sem controle do nosso destino.

Crie o hábito de fazer pelo menos uma ação diária em direção dos seus objetivos. Nosso corpo, nosso cérebro e nossa mente são condicionados pelos nossos pensamentos e nossas ações. O condicionamento é uma coisa incrível, quando nos condicionamos a fazer tudo que precisa ser feito. É, porém, um inimigo implacável, quando nos deixamos levar pela correnteza da vida, quando cantamos a música do Zeca Pagodinho: "Deixa a vida me levar, vida leva eu".

Portanto, não fique aí parado. Estabelecido o objetivo, faça o seu plano de ação e comece a agir imediatamente, acredite em você mesmo, acredite na vida e nas pessoas, parta para a ação, seja persistente. Observe o curso do caminho e vá fazendo os ajustes de percurso quando estiver se afastando do destino. Você se surpreenderá com os resultados.

SOBRE O AUTOR

Claudio Domingos

Trainer internacional e consultor de empresas com mais de vinte e cinco anos de experiência em desenvolvimento de pessoas e formação de líderes em grandes organizações. Especialista em aprendizagem acelerativa. Saiba mais »

Sobre comportamento humano…

 


TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social.   Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor.   Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.  
Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas.   Perdeu as janelas, o motor, os espelhos, o rádio, etc.   Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

É comum atribuir à pobreza as causas de delito.
Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda).   Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre.  
Porquê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?

Não se trata de pobreza.   Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo.  Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e
multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a ‘Teoria das Janelas Partidas’, a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores.

Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais.   Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves.  Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças,  o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor às gangs), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: grafitis deteriorando o lugar, sujeira das estacões, enbriaguês entre o público, não pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens.   Os  resultados foram evidentes.   Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’.

A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana.

O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança.    Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.
Trata-se de criar comunidades limpas, organizadas, respeitadoras da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

 



As coisas não são assim, elas estão assim!

Sobre evolução social


Motomura defende divulgação de pensamento evoluídos / Ilustração: 
belenogueira

Oscar Motomura comenta em seu podcast que existem várias formas de pensar, entre os milhares de habitantes do planeta. Para ele, nem todos pensam de uma forma "evoluída" e ficam no "mode de sobrevivência", sem levar em conta, por exemplo, o servir ao semelhante, que é um modo de pensar mais contemporâneo.

Dessa forma, a evolução do mundo de um modo desigual deixaria a atmosfera propícia a guerras e invasões, pois alguns pensariam que somente através da força é possível atingir os objetivos, e usariam a teoria de que o mais apto sobrevive.

Motomura lembra a importância de fazer com que os sistemas de educação e de comunicação espalhem o modo de pensar mais evoluído para toda a população do país. O psicólogo afirma que é preciso driblar a situação obsoleta de como a educação é transmitida, pois assim "educamos para o passado".

Além disso, é necessário usar o processo de educação não-consciente, ou seja, a comunicação de massa. Oscar qualifica os líderes como principais responsáveis por esse desenvolvimento qualitativo do modo de pensar dos cidadãos.

O psicólogo reafirma: "é a forma de pensar obsoleta e superada que nos prende a um contexto inadequado e leva a um certo tipo de conformismo, que nos impede a agir mais fortemente na direção da construção do mundo ideal".

Ouça o podcast de Oscar Motomura

Solidão pode ser contagiosa, diz estudo  

Um estudo realizado pela Universidade de Chicago e de Harvard, nos Estados Unidos, sugere que as pessoas solitárias tendem a dividir o sentimento com outras pessoas próximas.

De acordo com a pesquisa, uma pessoa com solidão consegue fazer com que um grupo se afaste do convívio social. Para chegar aos resultados, os pesquisadores examinaram os registros de um estudo realizado no estado norte-americano de Massachusetts, desde 1948. O número de voluntários chegou a 12 mil pessoas.

Os cientistas mantinham contato a cada dois a quatro anos e coletavam informações sobre os participantes para elaborar uma rede social para cada um deles. De acordo com as análises feitas pelos cientistas, as informações mostravam que, assim como ocorre com um resfriado, os solitários "infectavam" as pessoas a sua volta com a solidão, e que estas pessoas apresentam um nível social cada vez menor.

Os resultados também mostraram que a solidão se espalhou entre os vizinhos e amigos próximos, além de mostrar que, quando as pessoas ficam solitárias, elas confiam menos nas outras e dão início a um ciclo que se torna ainda mais difícil quando o assunto é convivência. Fonte: http://www.minhavida.com.br

Falando sobre REFLETIR

 

 

              

BOM PARA REFLETIR

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges doTibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.

Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelos produz felicidade?’

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã…’ ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de balé, de
pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!

Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’

Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…

A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de
prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’ O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.

Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista,sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório.

Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático.’ Diante de seus olhares espantados, explico: ‘Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça ercorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"

O Poder da Palavra

Solange Aparecida G. Savarego

Versión en español por Eduardo e Irany Lecea

El lenguaje dirige nuestros pensamientos hacia direcciones específicas y, de alguna manera, nos ayuda a crear nuestra realidad, potenciando o limitando nuestras posibilidades. La habilidad de usar el lenguaje con precisión es esencial para una buena comunicación.

1. Cuidado con la palabra "NO". La frase que contiene NO, para ser comprendida, trae a la mente lo que está junto a ella. El NO existe apenas en el lenguaje y no en la experiencia. Por ejemplo: piensa en "NO"… No viene nada a la mente. Ahora, voy a pedirte, NO PIENSES EN EL COLOR ROJO… Te pedí que NO pensaras en el color rojo y probablemente pensaste. Procura hablar en positivo, di lo que quieres y no lo que no quieres, por ejemplo, una persona le dice a otra, "No toques mi computadora", debería decir algo así como… "A mi computadora el único que la toca soy yo", o "Tienes prohibido tocar mi computadora".

2. Cuidado con la palabra "PERO", que niega todo lo que viene antes. Por ejemplo: "Pedro es un muchacho inteligente, esforzado, PERO…" Substituye el PERO por Y, cuando sea oportuno.

3. Cuidado con la palabra "INTENTAR", que presupone la posibilidad de falla. Por ejemplo: "Voy a intentar reunirme contigo mañana a las 8". En otras palabras: Existe una gran posibilidad de que no vaya, pues voy a "intentar". Evita INTENTAR, ¡Házlo!

4. Cuidado con "NO PUEDO" o "NO LOGRO", que dan idea de incapacidad personal. Usa NO PODÍA o NO LOGRABA, que presupone que vas a lograr, que vas a poder.

5. Cuidado con las palabras "DEBO", "TENGO QUE" o "NECESITO", que presuponen que algo externo controla tu vida. En lugar de ellas usa QUIERO, DECIDO, VOY.

6. Habla de los problemas o de las descripciones negativas de ti mismo, utilizando el verbo en pasado. Esto libera el presente. Por ejemplo, "Yo tenía dificultad en hacer esto…"

7. Habla de los cambios deseados para el futuro utilizando el tiempo presente del verbo. Por ejemplo: en lugar de decir "Voy a lograr", di "Estoy logrando".

8. Substituye el "SI" por "CUANDO". Por ejemplo: en lugar de decir "Si consigo ganar dinero voy a viajar", di "Cuando consiga ganar dinero voy a viajar".

9. Substituye "ESPERO" por SÉ. Por ejemplo: en lugar de decir "Espero aprender eso", di "Sé que voy a aprender eso". ESPERAR suscita dudas y debilita el lenguaje.

10. Substituye lo "CONDICIONAL" por lo PRESENTE. Por ejemplo: En lugar de decir "Me gustaría agradecer su presencia", di "Agradezco su presencia". El verbo en presente queda más fuerte y concreto.

Hablar correctamente es muy importante. Lo que nos diferencia de los animales es el sonido ordenado que transmite la sabiduría, el conocimiento y la capacidad de comunicación con Dios y sus Ángeles. Mientras estamos evolucionando en éste ser humano que deberá volverse un Dios en Gloria y Poder, necesitamos tener en mente que aprender a hablar correctamente, positivamente, claramente, sin dobles-sentidos o palabrotas es un camino para el control de nuestras facultades, utilizando así, un poco de aquella capacidad que despreciamos al utilizar solamente un décimo de nuestro Poder divino…